domingo, 30 de setembro de 2012

Linda Martini




Rock Alternativo, Rock progressivo, Math Rock

A banda portuguesa Linda Martini nasceu em 2003 e apresenta músicas de rock emocionalmente fortes embrulhadas numa melodia energética mas melancólica. O seu nome teve origem numa amiga brasileira de um membro da banda que estava a estudar em Portugal e que se chamava Linda Martini.
Ainda antes de lançado o álbum, a banda abriu vários concertos para os God is An Astronaut, no Reino Unido. Teve importantes passagens pelo festival Super Bock Super Rock 2006 e 2007 e por Paredes de Coura em 2007, onde o seu concerto foi considerado como um dos melhores do festival.
Ficam aqui algumas das músicas que mais aprecio desta banda:



Juventude Sónica - (x)

Quarto 210 – (x)
Amor Combate –  (x)
As Putas dançam slows - (x)
Partir para ficar - (x)


Albúns:
·         Olhos de Mongol (2006);
·         Marsupial (2008);
·         Casa Ocupada (2010).


- marta

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Kuroshitsuji (Black Butler)

Ciel e Sebastian

Quarta- feira dia 26, comecei a ver um anime intitulado Kuroshitsuji (Black Butler), em português o Mordomo Negro, e pelo que eu percebi o anime conta a história de um menino de 12 anos, Ciel Phantomhive, que pertence a uma nobre família da Inglaterra fabricante de brinquedos, e do seu mordomo sobrenaturalmente perfeito, Sebastian, um demónio do tempo da Europa antiga. Ambos possuem um contrato demoníaco em que (isto só percebi graças à Internet) Sebastian tem de ajudar Ciel em todas as suas vontades, para que ele termine as suas tarefas e vingue a morte dos pais, no fim disso, Sebastian poderá matá-lo e ficar com a alma de Ciel

Primeira Impressão:

O anime tem algo de sobrenatural, acção e comédia (graças aos criados da casa), para algo sobre demónios penso que tem comédia em demasia, mas não deixa de ser algo interessante. Nos episódios que vi, há um Ciel sempre a andar com um Sebastian, e ele realmente faz tudo ao seu mestre, este mordomo faz mais do que os criados da casa. Até agora eu ainda só vi 4 episódios e certamente vou continuar a ver, porque a série tem algo que me cativa.


Deixo-vos o vídeo dos créditos finais onde podem ver que existe comédia no anime e que o Sebastian realmente faz muita coisa! Música: I’m Alive - Becca






P.S: Este é o Tanaka o antigo mordomo que por alguma razão ainda é mantido na casa, ele raramente faz algum trabalho e é geralmente visto a beber um copo de chá japonês. Eu acho-o muito querido, por isso deixo-vos com esta imagem dele.

- Márcia

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Into the Wild


- 9 -
Aventura
Drama
Biografia







Into the Wild: Review

Into the Wild é a adaptação do livro de Jon Krakauer que conta a história de Christopher McCandeless, um jovem brilhante na escola e extremamente aventureiro que um dia decide deixar tudo para trás, abandona a universidade e a família para viajar pelos E.U.A. Ele resolve dar todas as suas poupanças à caridade e ir viver no meio da natureza, longe desta sociedade consumista e egoísta. Até chegar ao seu destino de sonho (Alasca) ele conhece as mais diversificadas e culturalmente ricas personagens que lhe ensinam o melhor e o mais simples da vida. Este livro é baseado na história de vida de McCandeless, nada é ficcional, o que torna o filme muito especial.
Ninguém fica indiferente à história de Supertramp, somos obrigados a reflectir sobre a ridícula sociedade materialista em que vivemos. O dinheiro não é tudo, precisamos de pessoas com quem partilhar a nossa felicidade, precisamos de viver aventuras e, para isto, o dinheiro é praticamente desnecessário. Valorizo cada vez mais a Natureza e critico cada vez mais as pessoas comodistas. Desde do momento em que acabei de ver o filme até hoje que me quero tornar no Supertramp. Quero viajar, quero conhecer muitas pessoas e diversas culturas, quero partir sem rumo e quase sem dinheiro para ver como se safo. Quero ir até ao Alasca e ver as paisagens que ele via todos os dias. Quero prestar-lhe uma homenagem.
Sean Penn surpreendeu-me tanto. Desta vez está atrás das câmaras e faz um trabalho realmente incrível, ele consegue captar a verdadeira atmosfera da vida de Supertramp. Todas as paisagens filmadas tiram o fôlego a qualquer um e fazem com que eu queira ser o Supertramp. Fico à espera de ver mais filmes realizados por Sean Penn e espero que tenham tanta qualidade como este.
Emile Hirsch, que interpreta Supertramp, faz o seu trabalho sublimemente. O realismo com que enfrenta cada situação, o sentimentalismo, tudo parece brilhantemente verídico. Outro actor que promete ser capaz de grandes papéis na história do cinema. O restante elenco também é magnífico, Vince Vaughn, Catherine Keener e Hal Holbrook interpretam muito bem as suas personagens fascinantes e inspiradoras.
Não podia esquecer a banda sonora de maneira alguma. Inteiramente realizada por Eddie Vedder, cada canção enquadra-se perfeitamente a cada cena e aumenta muito a intensidade e qualidade da película.
É um filme para ver e rever, realmente incomparável. É delicioso ver um filme tão bom como este. Sinceramente, quando penso nele falham-me as palavras … Só me vêm imagens do filme à cabeça e eu não consigo descrevê-las.
“ Foi a natureza que deu a vida a McCandless e foi a natureza que lha tirou.




Into the Wild: Soundtrack

File:Into the Wild album cover.jpg



No.TitleLength
1."Setting Forth"  1:37
2."No Ceiling"  1:34
3."Far Behind"  2:15
4."Rise"  2:36
5."Long Nights"  2:31
6."Tuolumne"  1:00
7."Hard Sun" (Indio)5:22
8."Society" (Jerry Hannan)3:56
9."The Wolf"  1:32
10."End of the Road"  3:19
11."Guaranteed"   


bonus tracks


12."No More"  3:38
13."Photographs"  1:00
14."Here's to the State (live)" (Phil Ochs)5:52
15."No More (live)  4:32

Podes ouvir as músicas aqui.


Into the Wild: Get the Look




quinta-feira, 20 de setembro de 2012

"Suck it and see": review




Constituído por 12 faixas, “Suck it and See” é o álbum mais recente da banda britânica Arctic Monkeys. Trata-se de um disco que nos remete para o verão, repleto de músicas “doces” e “pesadas”. Aqui fica a minha opinião de cada uma das músicas:

“She’s Thunderstorms”
Fortemente liderado pelo baixo, revela que Alex Turner tem uma queda para canções sobre o tempo (“Brianstorm” ou ”Crying Lightning”). E fica à altura dessas duas canções. Começa com um riff de uma só guitarra, que se adequaria bem a um filme de terror a preto e branco. Os fãs de Arctic Monkeys estão habituados a entradas de álbum mais pesadas (“The View from the Afternoon”, “My Propeller” ou “Brianstorm”), no entanto é uma sonoridade limpa que nos faz desejar mais.
Pontuação: 9/10

“Black Treackle”
É uma música semelhante a “Cornerstone”, de “Humbug”. A guitarra e a bateria evitam que a música se torne demasiado sentimental. Liricamente, é uma canção repleta de ambiguidades permitindo diferentes interpretações. É simples e sumptuosa.
Pontuação: 8/10

“Brick By Brick”
É cantada pelo baterista da banda, Matt Helders, e tem um espírito de garagem. Liricamente, é simples mas revela a maturidade musical da banda. Tem uma grande mensagem e destacam-se as guitarras, os seus solos e a bateria sempre enérgica.
Pontuação: 8/10

“The Hellcat Spangled Shalalala”
Tudo nela encaixa bem, lírica e musicalmente (destacando-se o baixo). Distancia-se do álbum anterior pois a banda tenta ter uma postura mais séria e sólida. É um dos singles da banda e faz uma grande canção para ser tocada ao vivo.
Pontuação: 9/10

 “Dont Sit Down ‘Cause I Move Your Chair”
Foi a primeira música anunciada como single e é a combinação perfeita entre os velhos e os novos Arctic Monkeys. Tem um som escuro, mais pesado, que é complementado pela voz melódica do vocalista. Liricamente não tem nenhuma história, trata-se de uma lista de coisas que seria melhor fazeres do que sentares-te na cadeira que foi desviada. Por exemplo, “Do the macarena in the devil’s lair” ou “Kung fu fighting in rollerskates”
Tem como b-sides "The Blond O-Sonic Shimmer Trap" e "I.D.S.T"(If Destroyed, Still True). A primeira é também mais escura e densa, no entanto é mais calma que “Dont Sit Down ‘Cause I Move Your Chair”. Poderia estar incluída no álbum sem problema. "I.D.S.T" é do género de “Brick by Brick”.
Pontuação: 10/10

“Library Pictures”
É uma canção mais urgente, mais punk, onde o baterista tem o papel mais relevante mostrando os seus extremos. Começa com uma grande ferocidade, com riffs de guitarra intensos e muita energia da parte do baixista passando, no meio da canção, para um som mais lento, doce e poeirento (transporta-nos para o deserto), voltando de novo para as guitarras caóticas, baixo infatigável e bateria acelerada.
Pontuação: 10/10

“All My Own Stunts”
Para mim é o tesouro escondido do álbum. Precisamos de ouvir a música com muita atenção para perceber que não é uma canção vulgar. Provavelmente a canção mais experimental do disco pois os riffs formam um vaivém contínuo e a inconfundível voz de Alex Turner continua a caminhar por vias melódicas. Um dos versos da música “put on your dancing shoes” relembra uma música do primeiro álbum “Dancing Shoes” e faz-nos relembrar o quanto a banda mudou nos últimos 6 anos. Atrevo-me dizer que é uma das melhores faixas de “Suck it and See”, sem problemas.
Um facto curioso é que é o produtor do álbum a fazer os coros.
Pontuação: 10/10

“Reckless Serenade”
O clima é obscuro, uma das baladas mais profundas já gravadas pela banda. Mais uma vez o baixo tem grande destaque. Consegue-se entender as influências dos b-sides dos álbuns passados já que, para mim, existem algumas parecenças com “No buses”. No entanto, a letra acaba por ofuscar um pouco os instrumentos musicais.
Pontuação: 8/10

“Pilerdriver Waltz”
Uma balada profunda e poderosa com uma letra incomum, escrita inicialmente por Alex turner para o filme “Submarine” e que depois foi adaptada para este álbum. Na minha opinião, a versão acústica desta música teria sido uma melhor escolha para pôr no álbum, mas continua a merecer destaque.
Pontuação: 8/10

“Love Is A Laserquest”
Outra balada com um óptimo título que traz uma guitarra melancólica mais dissonante. Não merece muito destaque em relação a todo o álbum, sobressai apenas a letra.
Pontuação: 7/10

“Suck It And See”
Canção que dá o nome ao álbum. É considerada por muitos uma balada, mas para mim é mais do que isso. Liricamente, é extremamente rica (poderia ser sem dúvida um poema) e os Arctic Monkeys conseguem combinar, extraordinariamente bem, isso com um baixo inovador e guitarras épicas.
Recentemente, lançaram o videoclip desta música juntamente com o videoclip do b-side, chamado “Evil Twin”(algo extremamente raro na indústria musical). Esta é o contraste de “Suck It and See”, muito mais rock com colossais solos de guitarra, uma bateria incansável e um baixo incrível. Outra faixa que encaixa plenamente no álbum e, atrevo-me a dizer que seria a melhor música do disco.
Pontuação: 9/10

“That’s Where You’re Wrong”
Esta faixa comprova definitivamente que o baixo é um dos factores mais importantes no disco. O’Malley tem uma habilidade invejável de conseguir criar o fundo para cada faixa. Encerra o disco com faixa de ouro, principalmente com a agitação dos solos de guitarra. Simples e tradicional, mas absolutamente brilhante.
Pontuação: 9/10

         Concluindo, é um álbum colossal equilibrando músicas “doces” com “pesadas”. A única crítica negativa que faço é que faltam mais algumas músicas pesadas, no entanto o grupo escolheu uma abordagem mais calma e igualmente boa. É uma banda com muito potencial, com muito para dar, que irá revolucionar o indie rock ou mesmo a indústria musical. Aconselho-o vivamente, dando-lhe uma pontuação de 9/10.
Para ouvir, carrega aqui.


-marta